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Ideias refrescantes

Impulsionados pelo forte crescimento da IA, os gigantescos data centers estão em rápida expansão. As tecnologias de medição da Endress+Hauser ajudam seus sistemas de resfriamento a operar com segurança e eficiência.

28.07.2026 Texto: Alexander Marzahn Gráficos: 3st kommunikation
Impulsionados pelo forte crescimento da IA, os gigantescos data centers estão em rápida expansão.

Vendo pelo lado de fora, você poderia pensar que são armazéns gigantes. Mas, lá dentro, em vez de pilhas de caixas de transporte, há fileiras e mais fileiras de servidores de alto desempenho. Atualmente, data centers estão surgindo em todo o mundo para atender à imensa demanda pela capacidade computacional necessária para o funcionamento da IA e dos serviços em nuvem. As gigantes tecnológicas dos EUA — incluindo Meta, Amazon, Apple, Google e Microsoft — e outras empresas estão investindo coletivamente centenas de bilhões de dólares em sua infraestrutura. Um exemplo é a instalação da Meta que está atualmente em construção no estado de Louisiana, nos EUA, que ocupará uma área equivalente a cerca de 70 campos de futebol.

O avanço da digitalização, dos serviços em nuvem e da IA está levando à criação de cada vez mais data centers, cada vez maiores. ©3st kommunikation

À medida que a capacidade computacional nos data centers aumenta, também aumentam os desafios. A maioria das pessoas sabe bem o quanto um computador pessoal pode ser barulhento quando está sob uso intenso, quando as ventoinhas passam de um zumbido a um rugido à medida que sopram mais ar frio para o sistema. No entanto, uma unidade de processamento gráfico (GPU) de alto desempenho precisa de 10 vezes mais energia do que o chip de CPU de um computador doméstico comum. Quando até 100.000 GPUs são agrupadas em um espaço apertado, as temperaturas aumentam, assim como a necessidade de resfriamento.

O resfriamento pode representar até 40% do consumo de energia de um data center. Em busca de uma solução sustentável, a maioria dos operadores hoje está optando pelo resfriamento por líquido, que é energeticamente eficiente, em vez do resfriamento a ar. Isso envolve absorver o calor diretamente dos processadores e dissipá-lo por meio de um trocador de calor central. "Estamos envolvidos no desenvolvimento dessa tecnologia avançada desde o início. Hoje, a Endress+Hauser é líder no fornecimento de instrumentação industrial para a revolução da IA no país", afirma Liza Kelso, gerente nacional de desenvolvimento de negócios para semicondutores e data centers nos EUA..

Território inexplorado

Quando o resfriamento por líquido foi introduzido nas instalações há alguns anos, não havia nenhuma solução já pronta. Por isso, a Endress+Hauser estabeleceu uma parceria com engenheiros industriais e integradores de sistemas para definir as especificações, dimensionar e integrar os instrumentos adequados. O resfriamento nos data centers modernos é realizado a partir de centrais de água gelada (CAG), que abrigam sistemas de skids de processo modulares interconectados. Dentro de cada CAG há enormes chillers, trocadores de calor, gabinetes de controle e outros equipamentos que utilizam dados em tempo real para manter a temperatura ideal para os servidores. O sistema de resfriamento de apenas uma CAG pode conter dezenas de medidores para monitorar a vazão, a temperatura, a pressão e a qualidade da água. Um único data center costuma reunir quatro ou mais skids; portanto, em um campus, pode haver milhares de medidores operando em conjunto.

"Nossas medições de processo de alta precisão podem ajudar a otimizar o desempenho do sistema de resfriamento e a gerenciar os recursos de forma eficaz e sustentável", afirma Kelso. Além de minimizar o consumo de energia e água, a confiabilidade do sistema é uma prioridade máxima para os fornecedores: a inatividade de um data center devido ao superaquecimento pode custar cerca de 150.000 dólares – por minuto. Além desse fato preocupante, os operadores, em geral, estão prestando mais atenção ao valor do PUE (eficiência no uso de energia). Esse valor compara o consumo total de energia com o consumo de energia da infraestrutura de TI. Quanto mais próximo o valor estiver do ideal de 1,0, mais eficiente será o data center, já que quase toda a energia fornecida é convertida em capacidade de processamento. A partir de julho de 2026, novos data centers na Europa não poderão exceder um valor de PUE de 1,2.

Liza Kelso, National Business Development Manager for Semiconductors and Data Centers in the US.

“Our measurement technology helps data centers improve the efficiency of their energy and cooling systems.”

Liza Kelso, National Business Development Manager for Semiconductors and Data Centers in the US

A produção anual aumentou cinco vezes

A Endress+Hauser impressionou os fornecedores de sistemas e os operadores das instalações não apenas com seu amplo portfólio de tecnologias de medição para vazão/caudal, análise de líquidos, nível e temperatura, mas também com sua agilidade e foco no cliente. Porque, quando se trata de construir data centers, cada dia conta. "Para o primeiro grande pedido, o Grupo teve que entregar cinco vezes a produção anual normal de um tipo de instrumento – e o centro de produtos responsável aumentou imediatamente sua capacidade de acordo com essa necessidade", lembra Kelso. Ela está convencida de que, graças à sua ampla expertise, as equipes da Endress+Hauser podem ajudar os data centers de IA a superar outros desafios rumo ao crescimento sustentável: "Os data centers passarão cada vez mais a gerar sua própria eletricidade no local, a partir de fontes que incluem a energia renovável. Além disso, o consumo de água deve ser ainda mais reduzido - por exemplo, através do tratamento de águas residuais das comunidades vizinhas. Nesse aspecto, também podemos oferecer suporte com tecnologias de medição e conhecimento em aplicações."

O ritmo esquentou

O aumento da digitalização, dos serviços na nuvem e da inteligência artificial está levando a cada vez mais data centers, cada vez maiores. Somente em 2024, foram investidos globalmente mais de 500 bilhões de dólares, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). A IEA prevê que as necessidades de energia dos data centers dobrem para 945 terawatts-hora nos próximos cinco anos, o que equivale ao consumo de eletricidade de todo o Japão. Os grandes data centers de IA da atualidade já consomem, em média, a mesma eletricidade que 100.000 residências. As futuras instalações chegarão a consumir até 50 vezes mais do que isso. Os operadores devem, portanto, encontrar soluções sustentáveis para a geração de energia e para o aumento da eficiência energética.

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